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:: SECRETARIAS E ÓRGÃOS DA ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL ::
Para marcar o centenário de nascimento de Mariano Procópio, em 23 de junho de 1921, Alfredo inaugurou o museu na Villa, projetada e construída no estilo renascentista pelo arquiteto alemão Carlos Augusto Gambs, e situada no alto de um parque de 78 mil m². O Parque Mariano Procópio, que valoriza a flora exótica e brasileira, foi considerado pelo naturalista suíço, Jean Louis Rodolphe Agassiz (1807/1873), especialista em geologia e paleontologia, como "o paraíso dos trópicos". A ampliação do acervo de Alfredo Ferreira Lage levou à construção de um prédio anexo à Villa: Prédio Mariano Procópio. Em 13 de maio de 1922, o Museu Mariano Procópio foi, oficialmente, aberto ao público e inaugurado com acervo que ocupava tanto a Villa quanto o Prédio Mariano Procópio. Em 29 de fevereiro de 1936, Alfredo Ferreira Lage efetivou a doação ao município do conjunto do Parque e do Museu Mariano Procópio. Acervo Um acervo constituído de cerca de 50 mil objetos de grande valor histórico, artístico e científico, faz do Museu Mariano Procópio um dos mais importantes núcleos de saber do país. Pinturas, esculturas, gravuras, desenhos, livros raros, documentos, fotografias, mobiliário, prataria, armaria, numismática, cartofilia, indumentária, porcelanas, cristais e peças de História Natural integram o acervo, preservando o passado para que as novas gerações possam extrair conhecimento e refletir sobre o presente e a construção do futuro.
Obras de expoentes da pintura européia, como os franceses Charles François Daubigny (1817/1878) e Jean Honoré Fragonard (1732/1806) e o holandês Willem Roelofs (1822/1897) são destaques no acervo ao lado de trabalhos de brasileiros como Pedro Américo de Figueiredo e Melo (1843/1905), Rodolfo Amoedo (1857/1941) e Belmiro de Almeida (1858/1935). Esculturas e moldes de gesso, principalmente do século XIX, de artistas como Clodion, Marius Jean Mercié, Rodolfo Bernardelli, Modestino Kanto e José Otávio Correia Lima também se projetam no conjunto do Museu. Os trajes da coroação, da maioridade e do casamento de D. Pedro II e o traje de corte da Princesa Isabel são as mais significativas peças da indumentária expostas no Museu Mariano Procópio. O acervo mobiliário, que é considerado um dos importantes do país, destaca-se pela coleção de peças a partir do século XVI e até o século XIX, estas em grande parte adquiridas do Palácio de São Cristóvão, no Rio de Janeiro.
Visitar o Museu Mariano Procópio é resgatar parte da essência cultural e histórica do Brasil, de Minas Gerais e de Juiz de Fora. Parte da vida colonial brasileira e do período imperial faz do acervo do primeiro museu de Minas Gerais, um dos instigantes e diversificados do país. 2) Circuito Histórico O Histórico do Museu Mariano Procópio reúne documentos, objetos e obras de arte que retratam inúmeros aspectos - econômico, social, político e cultural da história brasileira. Através de um acervo de peças raras, o público pode conhecer a trajetória do Brasil, desde o seu descobrimento até a ascensão de Getúlio Vargas ao poder, passando pela Monarquia, o período das regências, a Incofidência Mineira, a Independência do país, até a fase da República Velha. • Século XVI: Período da
Descoberta do Brasil
A imaginária simboliza a religiosidade do colonizador e a fé na Virgem Maria, aqui representada pela N. S. de Presépio (foto), em barro cozido com policromia e N. S. da Cadeira, em madeira com policromia, trabalho de origem portuguesa. As telas Chefe Bandeirante, de Henrique Bernardelli, repre- sentando Fernão Dias Paes Leme e Bandeirante, de Rodolfo Amo- edo, representando Borba Gato, fazem alusão ao bandeirantismo de mineração do ouro e pedras preciosas. A sala possui 23 peças no total, entre elas medalhas comemorativas das invasões e comércio dos holandeses no Brasil e nas colônias espanholas, armas brancas e de fogo, usadas naquele período.
Destacamos o pequeno oratório doméstico mineiro chamado de lapinha ou joanino, feito em madeira com recortes e entalhes, douramento e policromia com figuras em calcita. Da primeira fábrica de porcelana dura do Ocidente, Meissen, expomos o casal vestido à moda francesa do Séc. XVIII. As palmas de altar, em madeira entalhada e sem policromia, eram usadas nas missas de defunto. Medalhas em prata e bronze, com efígie do rei D. João V, fazem alusão aos feitos de seu governo. Encontram-se nesta sala 41 peças. Século XVIII: D. José I
A cômoda-papeleira é composta de cômoda e de uma papeleira na parte superior, foi muito usada a partir de 1750, servia para guardar roupas, documentos e valores diversos, algumas possuíam segredo, para maior segurança. Oratório pequeno sobre a cômoda compunha esse móvel, como o exposto. Os bancos, sem encosto, apresentam decoração de entalhes leves, pernas curvas e estofado em couro lavrado e tecido. As cadeiras são de espaldar retangular, entalhado e vazado, armações e pernas em curvas, assento em couro lavrado e estofado de damasco. Quadro com medalhas de metal e porcelana referentes ao governo de D. José I (1750-1777), ao terremoto de Lisboa (1755) e à morte do Marquês de Pombal (1782).
Ostensório e cálice em prata dourada, procedente do Convento de São Francisco em Alagoas. Busto do Marquês de Pombal em estilo neoclássico. Nesta sala encontram-se, no total, 17 peças.
Século XVIII: Sala D. Maria I
• Século XVIII: Sala Tiradentes
Na vitrine, chave de Grangeot, instrumento para extrair dente; moedas de 1778 e 1786 e medalhas comemorativas do bicentenário da morte de Tiradentes (1792-1992). Um almofariz de bronze, sabres e fuzis completam a mostra.
• Século XVIII, XIX: Sala D. João
VI No estilo D. João VI, de influência inglesa e francesa, mais sem nenhum luxo, temos o armário-baixo, mesa de encostar e cômodas, com decoração em frisos, leques, losangos, rosetas, triângulos de estrias concêntricas ou em ponta de diamante, puxadores em madeira e espelhos de fechaduras em osso e marfim.
Napoleão Bonaparte é lembrado nos sabres de dragão francês e oriental mameluco, no par de vasos e prato de porcelana de Sèvres, onde aparece a cavalo em campanha militar. Do Duque de Wellington, estadista e militar inglês, que comandou o exército anglo-luso contra as tropas napoleônicas que invadiram Portugal, expomos medalhas comemorativas de seus feitos militares.
Recentemente, o museu adquiriu um óleo, retratando D. João VI, com farda de almirante e condecorações. Castiçais de bronze dourado, vasos de porcelana
Império, escarradeiras, louças inglesas "Serviço
dos pombinhos" (traves- sa) e francesas, completam esse ambiente
séc. XIX, que possui, no total, 130 peças. Elas eram desconfortáveis e balan- çavam,
chegando a dar a sensação de enjôo do mar nos passageiros.
Quando o tempo era ensolarado, esquentava devido ao teto de couro e
ao chover as cortinas de pano eram proteção precária. • Século XIX: Sala D. Pedro I Trenós, consoles, mesa de encostar, em Estilo Império com o monograma PI, PL (de Pedro e Leopoldina) e Armas de Bragança. Em vitrine, ânfora Império com efígie de D. Pedro I, travessa comemorativa da Indepen- dência, pratos da Ilustríssima Câmara do Munícipio Neutro do Rio de Janeiro e louça da Marquesa de Santos.
Nas paredes, archas, sabres, espadas, espadins, bacamartes e fuzis do período. Gravuras de Dona Leopoldina, Dona Amélia e D. Pedro I, tapete persa de oração e medalhão com efígie de D. Maria II, rainha de Portugal, filha de D. Pedro I. Sobre os móveis, conjunto decorativo de relógio
e castiçais, capacete da guarda de honra de D. Pedro I e bustos
em bronze dos irmãos Andrada, atuantes no processo de independência
do Brasil, autoria de Charpentier. Em duas salas estão expostos objetos que reconstroem parte da história do II Reinado.
Nas paredes, litografias da Família Imperial de D. Pedro II, quadro da Coroação de D. Pedro II, de Décio Vilares, armas brancas da Marinha e Exército e de Corte. Em vitrine, insígnias, louças, cristais
e prataria Bragantina.
Armários-baixos, mesas e cadeiras nos estilos Biedermeir, Neo-gótico e Luís Felipe.
• Século XIX, XX: Sala República
Velha Em vitrine, acessórios de fardamento da Guarda Nacional, quepe e dragonas, e do Almirante Saldanha da Gama - espadim, bicórnio, botão, emblema âncora e canhão. Pratos e copos franceses personalizados, do Marechal Deodoro da Fonseca e Marechal Floriano Peixoto, 1º e 2º presidentes do Brasil. Medalhas com efígies dos presidentes da República Velha, medalhão comemorativo do bicentenário do café no Brasil (1727-1927), moedas e placas comemorativas de feitos políticos e sociais.
Na parede, espadas e fuzis. Foto: Medalhão comemorativo do Bicentenário
da Entrada do Café no Brasil em bronze. O café foi trazido
da Guiana Francesa pelo militar sertanista Francisco de Melo Palheta 3) Circuito Artístico Introdução A Sala Maria Pardos foi batizada em homenagem à
esposa de Alfredo Ferreira Lage. Espanhola de nascimento, Maria Pardos
(foto) era pintora e teve decisiva participação na criação
do Museu Mariano Procópio. Sua obra foi reconhecida pelos críticos
da época e fartamente divulgada pelos veículos de comunicação.
Através de seus desenhos e pinceladas, presentes nos retratos,
cenas de gênero e naturezas-mortas, muitos dos quais pertecentes
ao acervo do Museu, é possível conhecer aspectos sociais
relevantes dos séculos XIX e XX. Na Sala Maria Pardos, estão
expostas 10 pinturas em óleo sobre tela e um busto em gesso de
Modestino Kanto. Galeria Maria Amália Atualmente, encontram-se neste ambiente só as
ditas "Artes Maiores" pintura e escultura, produzidas em meados
do século XIX e início do século XX. São
pinturas de gênero, retratos, naturezas mortas e paisagens de
reconhecido valor estético, constituindo fonte preciosa de informação
de aspectos geográficos, históricos, sociais e paisagistícos
do passado, que nos permitem comparações com os de hoje. Sala Maria Pardos Através de seus desenhos e pinceladas, presentes nos retratos, cenas de gênero e naturezas-mortas, muitos dos quais se encontram no acervo do Museu, é possível conhecer aspectos sociais relevantes dos séculos XIX e XX. Na Sala Maria Pardos, estão expostas 10 pinturas em óleo sobre tela e um busto em gesso de Modestino Kanto. Foto: Auto Retrato Maria Pardos 4) Circuito História Natural As salas passaram por modificações ao longo
do tempo. Recentemente, o setor foi reorganizado e voltou ao local de
origem, à esquerda do térreo, no Anexo. O mobiliário
de época que abriga as peças foi mantido, mas ganhou uma
nova As Salas de História Natural atraem um público
variado mas encanta, principalmente, as crianças, que podem conhecer
de perto animais empalhados com perfeição como, por exemplo,
onça pintada, tatu de rabo nu, jacaré de papo amarelo,
lobo-guará, lontra, macacos e aves. Outra preciosidade é
a coleção africana com crânios, chifres de animais
e um O acervo reúne 1279 minerais e fragmentos de rochas, 50 fósseis, 527 excicatas do herbário (folhas de plantas), 55 vidros de carpoteca (coleção de frutos secos e sementes), 415 espécimes zoológicos, além de insetos. 5) Sala Família Ferreira Lage No hall de entrada, estão expostas peças que pertenceram aos Ferreira Lage.
Bustos em bronze de Mariano e Alfredo Ferreira Lage Vitrines contendo insígnia da Imperial Ordem da Rosa, escrivaninha e salva de prata com monograma MPFL, quadro decorativo feito com fios de cabelo escrevendo os nomes Mariano e Elisa, trabalho do francês Méziat, séc. XIX. Foto esmaltada de Elisa, por Lafon de Carmarsac, 1867, Paris. Sinetes com monograma AFL, de Alfredo Ferreira Lage. Estojo e chave comemorativa da inauguração da Galeria de Belas Artes Maria Amália, 1922, medalhas comemorativas sobre os Ferreira Lage e o museu. Sala Viscondessa de Cavalcanti A sala possui no total 95 peças. |
Fundação Museu Mariano Procópio – MAPRO |